Presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior, destaca parceria do banco com produtorCom crédito de R$ 300 milhões para complexo de biodiesel em Cruz Alta, banco reafirma sua missão de viabilizar projetos inovadores e de longo prazo no agronegócio
Ao completar 65 anos de história, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) demonstra que sua vocação para o fomento continua ativa. Na 26ª Expodireto Cotrijal, o banco consolidou seu papel estratégico ao viabilizar um dos maiores projetos de industrialização do agro gaúcho: a usina de biodiesel da Soli3, em Cruz Alta. O aporte de R$ 300 milhões — um quarto do investimento total de R$ 1,25 bilhão — vai garantir o início do complexo que uniu a força das cooperativas Cotrijal, Cotrisal e Cotripal.
A Licença Prévia (LP) para a implantação da indústria de biocombustíveis, com previsão de entrar em operação no primeiro semestre de 2028, foi entregue pelo governador Eduardo Leite no segundo dia da feira.
Conforme o presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior, em um cenário econômico onde a taxa Selic de 15% pode inibir o empreendedorismo, o BRDE se diferencia pela oferta de programas incentivadores e prazos que chegam a 25 anos. "Nossa missão é estar ao lado de quem produz, oferecendo custos que chegam à metade das taxas de mercado", afirma.
Esse suporte é fundamental para projetos como o da Soli3, que terá capacidade para processar 3 mil toneladas de soja por dia, garantindo um canal direto de escoamento e valor agregado para o produtor, com foco na sustentabilidade. Inclusive, o projeto da Soli3 que é pensado para os próximos 30 anos, poderá operar canola no futuro.
Tecnologia e Inovação na Ponta
Vieira Júnior reforça que, diferente dos bancos comerciais tradicionais, o BRDE opera de forma estratégica para garantir que o crédito alcance a região Sul, independentemente da distância. Para isso, a instituição utiliza o sistema de parceria com as cooperativas de crédito e produção, chegando diretamente ao pequeno e médio produtor. Esse modelo permite que o BRDE seja um indutor de inovação, acompanhando o salto tecnológico do agro gaúcho.
Para o presidente, a Expodireto é o palco onde a eficiência se materializa. "O que produzimos hoje em um hectare, com o auxílio da tecnologia, é imensamente superior ao que fazíamos há dez anos", reforça Vieira Júnior.
De acordo com ele, ao financiar a transição energética e a modernização industrial, o BRDE não apenas celebra seu passado, mas projeta um futuro onde a sustentabilidade e a produtividade caminham juntas, mantendo o Rio Grande do Sul na liderança do agronegócio mundial.
27 - Mai
27 - Mai