Banco do Brasil reforça papel estratégico na reestruturação do agro gaúcho

Com R$ 3,3 bilhões em renegociações via MP 1.314/25, instituição assume protagonismo na reorganização financeira do produtor

Além da oferta de crédito, a presença do Banco do Brasil na 26ª Expodireto Cotrijal consolida-se como uma resposta direta aos desafios que os produtores do Rio Grande do Sul enfrentam, principalmente, nos aspectos climáticos e financeiros. Em um cenário de reconstrução, o banco reafirma sua liderança ao atuar como o principal agente de apoio ao produtor, desde a agricultura familiar até os grandes grupos cooperados.

Para o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, a feira é o ambiente ideal para o produtor acessar tecnologias capazes de proteger as propriedades contra as adversidades severas dos últimos anos. Mais do que financiar máquinas, o objetivo da instituição é garantir que o setor produtivo possa mitigar riscos e retomar o equilíbrio financeiro com sustentabilidade.

Bittencourt destaca o papel fundamental do BB ao assumir o protagonismo das renegociações vinculadas aos recursos do governo federal por meio da Medida Provisória 1.314/25. “Dos quase R$ 7 bilhões que foram aplicados ou renegociados com recursos da União, o Banco do Brasil, sozinho, foi responsável por R$ 3,3 bilhões, quase a metade de todo o recurso”, destaca.

Já em relação às taxas livres, que avançaram para o Brasil inteiro, o banco renegociou R$ 35,5 bilhões. “Então é um volume muito significativo, dando capacidade de pagamento, reestruturando o fluxo de pagamento dos produtores, numa expectativa que eles possam ao longo do ano, reequilibrar suas finanças e voltar a produzir de forma organizada e estruturada”, salienta

Estrutura e proximidade

Com um estande permanente, contando com 80 profissionais distribuídos estrategicamente, o BB foca na consultoria personalizada durante a Expodireto. A estratégia é ouvir cada realidade, a fim de encontrar a solução financeira mais adequada. “Para o produtor, a feira é o momento de dialogar com as instituições financeiras e, no Banco do Brasil, tem recursos tanto para a agricultura familiar como os médios produtores, através do Pronaf”, diz. “Para os grandes produtores, tem o conjunto de linhas de crédito, seja do plano Safra ou as linhas próprias do Banco do Brasil, como o CPR, por exemplo”, complementa.

O banco possui ainda recursos disponíveis para financiar silos e armazéns por meio do Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), e também recursos do InovAgro e RenovAgro. Os dois últimos são para investimentos associados à tecnologia, eficiência produtiva, implantação de plantio direto, recuperação de pastagens degradadas e outros investimentos sustentáveis.

Por fim, Bittencourt reconhece que o orçamento dos produtores foi atingido pelas mudanças climáticas e, por conta disso, 2026 será um ano para reorganização. “O produtor gaúcho sabe se adaptar e tomar decisões de longo prazo visando a perenidade e sustentabilidade dos negócios”, conclui.


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