Pela primeira vez Expodireto sedia abertura da colheita da canolaÁrea destinada à cultura tem crescido nos últimos anos no Brasil
A canola vem apresentando crescimento significativo em área cultivada e oportunidades de mercado nos últimos anos, consolidando-se como importante fonte de renda para o período de inverno. Na última safra, os produtores brasileiros destinaram cerca de 225 mil hectares para a oleaginosa. Para 2026, a projeção é de 380 mil hectares cultivados, aumento de 60% em relação ao ano anterior.
Os números são da Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola), que durante a Expodireto Cotrijal 2026, promoveu ato simbólico para marcar a abertura nacional da semeadura da cultura. “Esse evento simboliza não apenas o início de uma nova safra, mas também o avanço de toda uma cadeia que vem se consolidando com força no Brasil”, afirma o presidente da entidade, Vantuir Scarantti.
O dirigente ainda destacou que a canola representa a diversidade de renda para o produtor, melhoria no sistema de rotação de culturas e oportunidade para o desenvolvimento sustentável da agricultura. “O Rio Grande do Sul está preparado para liderar esse crescimento. Temos produtores qualificados, empresas comprometidas, tecnologia e um ambiente de cooperação que permite que a cultura avance cada vez mais”, enfatiza.
O estado concentra atualmente mais de 90% da área cultivada no país, mantendo-se como principal polo de produção. Na última safra, a produtividade média ficou em torno de 1,5 mil quilos por hectare, garantindo resultados considerados positivos para os produtores. O crescimento da produtividade e da demanda foi apontado pelo presidente da Expodireto Cotrijal, Nei César Manica, como importante estímulo para o investimento na cultura. “Vemos a canola como uma boa alternativa para o inverno”, defende.
Sementes e questões tributárias são desafios
Apesar do cenário favorável, a cultura ainda enfrenta desafios. Segundo o presidente da Abrascanola, estão as questões tributárias que impactam a comercialização do grão, além de dificuldades relacionadas a incentivos e acesso ao crédito. Outro ponto de atenção é a dependência de sementes importadas. Atualmente, mais de 90% das sementes utilizadas no país vêm do exterior, principalmente da Austrália e dos Estados Unidos, com a Argentina surgindo recentemente como novo fornecedor.
27 - Mai
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