17º Fórum do Milho aborda o manejo integrado, irrigação e cenário nacional do cultivo

Evento analisou os principais cenários de uma das culturas mais estratégicas para o agronegócio brasileiro e mundial

O 17º Fórum do Milho reuniu produtores, pesquisadores, empresas e lideranças da cadeia produtiva. O evento, que já é tradicional, é um espaço dedicado à interação e ao debate, através da troca de conhecimentos, onde são analisados os principais cenários de uma das culturas mais estratégicas para o agronegócio brasileiro e mundial.

A abertura foi realizada pelo vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, que destacou a importância da troca de informações para o desenvolvimento da cultura. “Eu gostaria de apontar que a Cotrijal e a Expodireto também estão presentes neste evento através da participação ativa dos nossos produtores e agrônomos, justamente porque sabemos da importância dessa cultura e do diálogo entre os produtores e especialistas. A informação é a melhor ferramenta que temos para otimizar a produção e precisamos buscá-la com quem tem o conhecimento qualificado.”

O primeiro painelista, Glauber Renato Stürmer, pesquisador da CCGL na área da entomologia, abordou os novos desafios para o controle de pragas. Para ele, o principal ponto é entender que o monitoramento e o manejo integrado devem ser preconizados. “É preciso trazer alternativas químicas e biológicas integradas, além de buscar o momento certo para a aplicação, isso requer que o produtor fique atento na lavoura e, quando perceber a presença significativa da praga, iniciar com alguma alternativa de manejo”, destaca.

O segundo a falar, o engenheiro agrônomo, André Vinicio Scharlau, destacou o papel da irrigação para a segurança e sustentabilidade da propriedade rural. De acordo com Scharlau, o produtor que implementa o sistema de irrigação, se tem disponibilidade de área e água - que são os principais fatores que limitam o uso - geralmente tende a ampliar o sistema, pois aprende a trabalhar com ele e vê uma estabilidade na produção, com mais produtividade e rentabilidade. “O produtor fica um pouco mais seguro porque reduz a influência do fator climático. Percebemos diferenças bem acentuadas nas zonas de manejo com e sem irrigação, com quebras até 50% maior onde o produtor não irrigou”, ressalta.

Para finalizar o Fórum, o gerente comercial da Cargill, Heverton Gugelmin, trouxe o cenário nacional da cultura e do mercado. “Estamos vendo o desenvolvimento do milho safrinha. Ele ainda está sendo plantado, mas existe uma tendência de recomposição, isto é, temos a perspectiva de uma produção razoável, dentro das perspectivas climáticas”, destaca.


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