Sob adversidades sucessivas, campo gaúcho inspira mensagem otimista na campanha

Conceito nasce da escuta no campo e reflete a permanência na atividade apesar das dificuldades

Uma, duas, três… até seis safras frustradas poderiam bastar para afastar qualquer produtor da atividade. Mas não é o que ocorre no Rio Grande do Sul. Desde 2021, o agricultor gaúcho convive com estiagens recorrentes, somadas aos efeitos da pandemia e às perdas provocadas pela enchente de 2024. Eventos que impactaram a cadeia produtiva e ampliaram o endividamento no setor. Ainda assim, o campo gaúcho resiste. A permanência na atividade, em meio a sucessivas adversidades, revela um traço que ultrapassa a lógica econômica: a convicção de seguir produzindo e garantindo a comida na mesa das famílias. Foi essa leitura que norteou a campanha da 26ª Expodireto Cotrijal: “O movimento de quem acredita no campo.”

Para o gerente de Marketing da Cotrijal, Benisio Rodrigues, a feira extrapola os limites físicos do parque e projeta efeitos ao longo de todo o ciclo produtivo. “O que acontece durante os cinco dias da Expodireto reverbera durante o ano inteiro, influenciando decisões desde a lavoura, até as relações internacionais”, afirma. Segundo ele, essa engrenagem é sustentada por diferentes agentes, mas tem um denominador comum: “quem permanece no agronegócio é quem acredita na atividade”, resume, ao destacar que produtores, empresas e lideranças compartilham a mesma confiança que mantém o setor em movimento.

Pesquisa e processo criativo

A concepção da campanha foi conduzida pela equipe de marketing da Cotrijal, a partir de um estudo comparativo sobre o posicionamento das principais feiras agrícolas internacionais. De acordo com Rodrigues, a análise indicou uma convergência relevante. “Apesar da ênfase em tecnologia e inovação, a comunicação segue centrada no produtor rural”. Para ele, o diagnóstico reforça a coerência da estratégia adotada pela cooperativa. “Percebemos que estamos alinhados a esse movimento, não apenas nesta edição, mas ao longo dos últimos anos”, observa.

A construção do conceito também mobilizou as equipes técnicas da cooperativa. Engenheiros agrônomos de diferentes regionais foram incorporados ao processo, contribuindo com percepções oriundas do contato direto com os produtores. A escuta dessas experiências permitiu refinar a narrativa da campanha. “Buscávamos compreender, com precisão, quais eram as demandas e os sentimentos que vinham do campo. A partir disso, estruturamos a mensagem que orienta toda a comunicação”, explica o gerente de marketing.


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