Secretaria articula novo cenário para o turismo rural no RS

Com a Lei Geral do Turismo, pasta atua para destravar crédito e orientar produtores na diversificação de renda

Diante da regulamentação do turismo rural pela nova Lei Geral do Turismo, a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul assumiu, na 26ª Expodireto Cotrijal, o papel de articulação entre produtores, instituições financeiras e o próprio mercado. A proposta é organizar uma atividade que cresce no campo e passa a ter base legal para se consolidar como fonte complementar de renda.

“O nosso trabalho é promover a discussão de como o produtor pode se posicionar em um mercado com tanto potencial”, afirma o titular da pasta Ronaldo Santini. Segundo ele, a secretaria atua para dar clareza a uma mudança que ainda está em fase de adaptação. “O turismo rural passa a ser uma atividade complementar ao agronegócio, não concorrente, o que reduz inseguranças em questões previdenciárias e em linhas de financiamento, e abre novas possibilidades”, explica.

Mudanças na prática

Antes da regulamentação, produtores enfrentavam barreiras para investir. Era necessário abrir um CNPJ específico para turismo, o que podia impactar o enquadramento como agricultor e dificultar o acesso a políticas agrícolas. Com a nova lei e o Cadastur - Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos, o produtor pode investir utilizando o próprio CPF e acessar linhas de financiamento voltadas ao turismo sem prejuízo às operações do agro, conforme diretrizes oficiais do setor. “Hoje ele pode construir uma cabana, investir em infraestrutura ou oferecer experiências dentro da propriedade sem perder o acesso ao crédito rural”, explica Santini.

Para ele, a iniciativa tem impacto direto no futuro do campo. “Levar o turismo para dentro da propriedade cria uma perspectiva de sucessão familiar, agrega valor aos produtos e preserva a cultura”.


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