Deputado estadual Felipe Camozzato, em visita à ExpodiretoDeputado alerta para o risco de "deserto ferroviário" e critica a insuficiência de recursos para a reconstrução e irrigação no RS
A 26ª Expodireto Cotrijal é, para o deputado estadual Felipe Camozzato, um termômetro da resiliência e também das dificuldades enfrentadas pelo produtor rural. Em sua passagem pela feira, o parlamentar destacou que, embora o setor seja o motor do PIB gaúcho, não tem encontrado no poder público o apoio necessário para uma solução definitiva.
Ele diz que o endividamento histórico, preços baixos dos grãos e uma infraestrutura logística, que encarece o frete e diminuí a margem do produtor, são motivos constantes de preocupação.
Presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias, Camozzato está preocupado com o modelo de concessão da malha sul planejado pelo governo federal. O fatiamento da malha, segundo ele, ameaça deixar o Rio Grande do Sul isolado. "O receio é que o leilão do Paraná seja priorizado e o nosso estado siga sem uma conexão logística de qualidade", declara. Com apenas 900 quilômetros de malha ativa de um total de 3 mil quilômetros, território gaúcho sofre com o alto custo dos insumos e do escoamento, perdendo competitividade.
Reconstrução e irrigação - Para Camozzato, as medidas de apoio após as enchentes de 2024 foram insuficientes e a taxa de juros é muito alta. “Não fecha a conta. Como o produtor vai conseguir pagar a conta de pagar um financiamento em banco e comprar pivô, para conseguir fazer esse investimento na lavoura e principalmente, ter irrigação acontecendo?”, questiona. Ele comenta que de 20% a 30% dos produtores hoje conseguem fazer isso.
"Não é um pedido de caridade; é uma ação estratégica. Se o campo vai mal, a cidade e a arrecadação também sofrem", pontua Camozzato. O parlamentar defende uma pressão política maior para que fundos de reconstrução e securitização cheguem, de fato, à ponta, garantindo que o produtor gaúcho consiga planejar a próxima safra com dignidade.
29 - Mai
17 - Mai