Agricultura familiar ganha base de dados inédita para orientar políticas públicas

Censo das agroindústrias é lançado na 26ª Expodireto pela Secretaria de Desenvolvimento Rural

Em meio às grandes cifras do agronegócio, é na agricultura familiar que boa parte da produção ganha identidade, valor agregado e presença direta na mesa dos gaúchos. Na 26ª Expodireto Cotrijal, a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) lançou um censo inédito das agroindústrias familiares, iniciativa que começa a orientar políticas públicas com base em dados mais precisos.

O trabalho, iniciado em 2026 com etapas piloto, estrutura um levantamento detalhado das agroindústrias vinculadas ao Programa Estadual de Agroindústrias Familiares (Peaf). “É um belo raio-x da situação das agroindústrias gaúchas, que permite diagnosticar desde o acesso a programas até onde o governo está sendo eficiente”, afirma o secretário Gustavo Paim, em entrevista no estande da ExpoRevista.

A proposta envolve a atuação de técnicos em campo e aborda temas como produção, comercialização, sucessão familiar e protagonismo feminino — marca presente também na feira, onde quase metade dos expositores do pavilhão da agricultura familiar é formada por mulheres. “A política pública precisa caminhar junto com a ciência e considerar o impacto social e econômico de cada ação”, destaca Paim.

Jovens no campo

Outro eixo é a permanência dos jovens no campo. “Sem oportunidades e renda, não há sucessão rural. Por isso, nossos programas buscam criar alternativas para que a juventude permaneça e prospere no meio rural”, disse Paim. Conforme o secretário, o levantamento realizado pela pasta constatou que, para cada R$ 1 investido pelo estado em feiras, os agricultores podem alcançar até R$ 4 em vendas. “O censo aprofunda esse tipo de informação e ajuda a garantir que o recurso público seja melhor aplicado”, completa o secretário.


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