Santander aposta na personalização de prazos e no consórcio para apoiar a retomada do agro no RS

Head Comercial destaca o público qualificado da Expodireto e o restabelecimento do clima de confiança

A Expodireto Cotrijal 2026 consolidou-se como o palco de um novo ânimo para o produtor gaúcho, com um público qualificado, que busca conhecimento e oportunidades. O head de agronegócio do Santander, Ricardo Augusto Barbedo Tessardi, destaca que o evento foi marcado por um sentimento de “alívio e retomada” e, neste cenário, o banco ajustou sua estratégia para atender a dois perfis distintos. O investidor, que busca oportunidades tecnológicas, e o produtor, em processo de recuperação, que necessita de fôlego extra no caixa para fazer girar a roda da produção.

Tessardi afirma que a Expodireto é uma feira diferenciada, pois apresenta qualidade de prospecção de negócios. “Vimos um público muito qualificado, que não foi apenas para olhar novidades, mas para converter negócios. O produtor gaúcho que sentou à mesa para conversar é aquele que reconhece sua capacidade e busca parcerias para seguir em frente”, analisa. Esse movimento é sustentado por uma colheita positiva que começou a aparecer nas lavouras do Planalto e da Região Central, devolvendo a liquidez necessária para a movimentação da economia.

Foco no Rio Grande do Sul: Prazos e Flexibilidade

O dirigente salienta que a instituição teve sensibilidade com o impacto climático sofrido pelo estado e traduziu esse sentimento em números. O Santander direcionou aproximadamente 95% de seus recursos subsidiados especificamente para apoiar os produtores do Rio Grande do Sul, com prazos estendidos, que podem chegar a dez anos, a partir da real capacidade de pagamento de cada cliente.

“Não adianta dar uma linha com prazo curto se ele não consegue pagar. Estamos ajustando o crédito ao fluxo de caixa do produtor. Se ele precisa de cinco, sete ou dez anos, é nisso que vamos focar para garantir que essa virada de chave seja positiva”, garante Tessardi. Para o banco, entender a individualidade do produtor é o segredo para colocá-lo de volta no ritmo normal de mercado.

Para o executivo, o mais importante é o clima de confiança que a feira restabeleceu. “Ter o grão no silo faz a bicicleta girar. O produtor com produto em casa cumpre seus compromissos e volta a investir. Saímos da Expodireto muito satisfeitos com esse sentimento de retomada estratégica da produção gaúcha”, conclui.


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