Badesul projeta modernização e DNA tecnológico na 26ª Expodireto Cotrijal

Em sua estreia como presidente, Robson Ferreira destaca a mudança da sede para o Tecnopuc para acelerar a inovação

A 26ª Expodireto Cotrijal marca o início de um novo ciclo para o Badesul sob a gestão de Robson Ferreira, que concedeu à ExpoRevista uma de suas primeiras entrevistas como presidente. Ele reforçou o papel da agência de fomento como a maior operadora de recursos do Plano Safra via BNDES entre as agências do país, servindo de benchmark para outros estados.

Com uma carteira administrada que soma R$ 5,5 bilhões — unindo recursos próprios e fundos públicos como Fundopem —, Ferreira destaca que o banco reafirma seu compromisso exclusivo com o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

Durante a feira, o Badesul concretizou investimentos estratégicos de R$ 43 milhões com cooperativas gaúchas. A Cooperativa Nossa Terra, de Ponte Preta, acessou R$ 5 milhões para saneamento financeiro e a construção de um supermercado de produtos orgânicos em Erechim.

Já a Coopatrigo, de São Luiz Gonzaga, contará com R$ 38 milhões para a modernização de unidades de recebimento de grãos. Além disso, foram destinados R$ 10 milhões para que municípios como Pejuçara e Não-Me-Toque invistam em infraestrutura e distritos industriais.

Foco na Experiência do Cliente e Inovação

Segundo Ferreira, em sua gestão ele deseja imprimir a marca da desburocratização por meio da tecnologia. O banco passa por uma substituição completa de seu sistema financeiro e de crédito para criar uma “esteira” de avaliação mais ágil. “Não adianta o cliente vir até o Badesul e encontrar um processo demorado. Estamos focados em melhorar a experiência do produtor e do empresário, facilitando o acesso ao crédito”, explica o presidente.

Inclusive, no segundo semestre deste ano, a sede do Badesul se mudará para o Tecnopuc, em Porto Alegre. Ferreira salienta que a proximidade com o ecossistema de inovação tem o objetivo de fortalecer o apoio do banco a startups e projetos de energia limpa, como o hidrogênio verde. “O agronegócio hoje é tecnologia. Estar inserido nesse ambiente nos permite oferecer parcerias de longo prazo, de dez anos ou mais, que é o que o desenvolvimento do nosso estado exige”, conclui Ferreira.


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