Banrisul reafirma o Rio Grande do Sul como o celeiro tecnológico do agronegócio brasileiro

Presidente Fernando Lemos destaca o papel da inteligência gaúcha na vanguarda do setor

Para o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, a 26ª Expodireto Cotrijal, mais do que um palco para a comercialização de safras e máquinas, é a vitrine da capacidade inventiva do Rio Grande do Sul. De acordo com ele, a feira é indutora de tecnologia que se reflete nas lavouras, maquinário, sementes e defensivos agrícolas do Brasil inteiro. “Tudo isso é o celeiro do Rio Grande do Sul. É a nossa inteligência que depois constrói a agricultura brasileira”, ressalta.

Segundo ele, nos corredores da feira se acompanha o nascimento de tendências em genética, manejo e digitalização que, em pouco tempo, estarão ditando o ritmo das lavouras em todo o território nacional.

Lemos pontua que, por o Rio Grande do Sul ser o ponto de partida das inovações que se espalham pelo Brasil inteiro, o Banrisul entende que seu papel vai além do financiamento. “Somos indutores dessa tecnologia", afirma. Para o dirigente, investir na Expodireto é investir no maior ativo do país: o agronegócio.

Gestão digital para o pequeno produtor

No segundo dia da feira, foi assinado um protocolo de intenções entre o Banrisul e a Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL) para a criação do Centro de Consultoria Agrodigital. A iniciativa é voltada para pequenos produtores, alicerçada na estratégia de levar a alta tecnologia de precisão para todos os públicos.

O projeto utilizará a plataforma SmartCoop como ferramenta central de conexão e gestão. Inicialmente, 250 produtores selecionados pela cooperativa receberão assistência técnica virtual por 18 meses, com foco em dados reais. Lemos explica que o Banrisul vai ajudar na gestão da propriedade rural como um todo, incluindo a qualidade do solo, controle do volume de chuva e gestão econômica.

Esse foi um dos principais acordos que o banco firmou na Expodireto. A intenção futura é ampliar a tecnologia para toda a carteira de produtores rurais da instituição. “Para que a gente possa efetivamente ter uma gestão adequada e trabalhar da maneira que o produtor precisa”, diz. “Isso é um diferencial que vamos dar para os nossos pequenos agricultores, ajudar na gestão muito mais efetiva das propriedades rurais do Rio Grande do Sul, agregando cada vez mais tecnologia”, complementa.

Lemos enfatiza que o cuidado com o solo é o primeiro passo do projeto, antes de pensar na irrigação. “Não adianta irrigar um solo pobre; é fundamental garantir que ele esteja bem preparado para produzir com sustentabilidade”, analisa.

A cura das feridas e a retomada estratégica

Após um ciclo marcado por severas adversidades climáticas, de estiagens a enchentes, Lemos projeta 2026 como o ano da "cura das feridas" do campo. Com uma perspectiva de safra positiva e chuvas que beneficiam as culturas tardias, o foco do banco agora é dar fôlego para que o produtor volte a planejar o futuro. Embora o Banrisul tenha atuado prontamente nas prorrogações de carteira e no suporte imediato, Lemos reforça que a solução definitiva passa pela modernização e pela gestão eficiente, pilares que sustentam a resiliência do setor.


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